A emoção determina a inteligência. Em praticamente todas as áreas da ciência,
os especialistas concordam que a capacidade de controlar os sentimentos e as
emoções está relacionada à inteligência emocional. Os pesquisadores acreditam
que a capacidade de adiar a recompensa é uma habilidade. É uma vitória
do racional sobre os impulsos. Trata-se de uma característica da inteligência
emocional, que não aparece nos testes de Q. I.
A descoberta não foi feita por Daniel Goleman, autor do livro “Inteligência
emocional”.
No início da década de 70, o pesquisador Walter Mischel, da Universidade
de Columbia, relacionou a capacidade de esperar recompensas e o
sucesso na vida adulta.
Ele reuniu um grupo de crianças, entregou a cada uma
um biscoito e pediu que esperassem um tempo antes de comê-lo.
Algumas comeram imediatamente o biscoito. Em seguida, deu a todas as crianças
mais um biscoito e disse que aquelas que conseguissem esperar, ganhariam
mais. As mesmas crianças comeram imediatamente.
O cientista observou que
as crianças que conseguiam esperar a recompensa conversavam com as outras.
Ele acompanhou o grupo até a adolescência e descobriu que as que souberam
esperar tinham melhor desempenho na escola e na faculdade.
Algumas pessoas podem ter um QI alto e uma boa inteligência emocional, mas
muitos indivíduos inteligentes não sabem trabalhar suas emoções.
Quando os
otimistas falham, costumam atribuir o fracasso a algo que podem mudar. Não
encaram o problema como uma deficiência pessoal.
As habilidades emocionais mais visíveis são aquelas que reconhecemos com
maior facilidade, como empatia e amabilidade. O otimismo, por exemplo, é
uma medida de auto-estima. De fato, as pessoas com uma visão otimista da
vida tendem a enfrentar obstáculos e retrocessos como situações temporárias
e, portanto, suportáveis.
Os pessimistas levam tudo para o lado pessoal. Eles
vêem o mundo como uma ameaça permanente.
No mundo dos negócios, o
QI é importante para ser contratado. Mas a inteligência emocional serve para
promovê-lo. Um exemplo: os atletas são altamente treinados, mas, às vezes,
fracassam devido a algum problema emocional como autoritarismo, ambição
exagerada e conflitos com colegas de trabalho.