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86 Artigos - MOTIVAÇAO
50 - O AMOR
Fonte: Walter Trobisch
O escritor americano Walter Trobisch, em seu livro AMOR SENTIMENTO A SER APRENDIDO, narra uma lenda contada na Índia sobre a criação da mulher.

Diz a lenda que o Senhor, após criar o homem e não tendo nada sólido para construir a MULHER, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza e assim fez a mulher e a entregou ao homem como sua companheira.

Após uma semana, o homem voltou e disse:

— Senhor, a criatura que você me deu faz a minha vida infeliz . Ela fala sem cessar e me atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para descansar. Ela insiste em que lhe dê atenção o dia inteiro. . . e assim as minhas horas são desperdiçadas. Ela chora por qualquer motivo e fica facilmente emburrada e, às vezes, muito tempo ociosa. Vim devolvê-la por que não posso viver com ela.

Depois de uma semana o homem voltou ao criador e disse: — Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta! Eu sempre penso nela: em como ela dançava e cantava, como era graciosa, como me olhava, como conversava comigo e como se achegava a mim. Ela era agradável de se ver e de se acariciar., Eu gostava de ouvi-la rir. Por favor, me dê de volta.

- Está bem, disse o Criador. E a devolveu.

Mas, três dias depois, o homem voltou e disse: — Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar, mas depois de toda esta minha experiência com esta criatura, cheguei à conclusão que ela me causa mais problema do que prazer. Peço-lhe, tomá-la de novo! Não consigo viver com ela!

O Criador respondeu: —Mas também não pode viver sem ela. E virou as costas para o homem e continuou seu trabalho.

O homem desesperado disse: — Como é que eu vou fazer ? Não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela.

E arremata o Criador:

— Achei que, com as tentativas, você já tivesse descoberto:

AMOR é um sentimento a ser aprendido: É tensão e satisfação.É desejo e hostilidade. É alegria e dor. Um não existe sem o outro. A felicidade é apenas uma parte integrante do amor. Isto é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor. Este o grande mistério do amor. A sua própria beleza e o seu próprio fardo.

Em todo o esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria. A pessoa terá sempre que abdicar de alguma coisa para possuir ou ganhar uma outra coisa.

Terá que desembolsar algo para obter um bem maior e melhor para sua felicidade.

É como plantar uma árvore frente a uma janela. Ganha sombra, mas perde uma parte da paisagem.

Troca o silêncio pelo gorgeio da passarada ao amanhecer.

É preciso considerar tudo isto quando nos dispomos a enfrentar o aprendizado do AMOR.

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51 - A FLOR
Fonte: nd
Conta-se que por volta do ano 250 a.c, na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava as vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.

Sabendo disso, ele resolveu fazer uma disputa” entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.

No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza,pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar em casa e relatar o fato a jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir a calibração, e indagou incrédula:

Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.

A filha respondeu:

—Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz.

A noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:

—Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da china. A proposta do príncipe não fugiu as profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de cultivar algo, sejam costumes, amizades ou relacionamentos.

O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.

Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado.

Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que,independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa. As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado.

Então, calmamente o príncipe esclareceu:

— Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

Se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, perca. Você será sempre um vencedor

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52 - GRATIDÃO
Fonte: nd
O homem por detrás do balcão, olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximava da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrina. Os olhos da cor do céu, brilhavam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquezas azuis.

— É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?

O dono da loja olhou desconfiado olhou para a garotinha e lhe perguntou:

— Quanto dinheiro você tem?

Sem hesitar ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão, e feliz disse:

— Isto dá, não dá?

Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.

—Sabe, continuou. Eu quero dar este presentepara minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ela ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos.

O homem, foi para o interior da loja. Colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com um fita verde.

— Tome! Disse para a garota. Leve com cuidado.

Ela saiu feliz saltitando pela rua abaixo.

Ainda não acabara o dia, quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou à loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:

— Este colar foi comprado aqui?

— Sim senhora.

— E quanto custou?

— Ah! Falou o dono da loja. O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedo e o freguês. A moça continuou:

—Mas minha irmã somente tinha algumas moedas. O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo.

O homem, tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.

— Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo que tinha!

O silêncio encheu a pequena loja, e duas lágrimas rolaram pelas faces jovens. Enquanto com suas mão tomava o embrulho, ela retornava ao lar emocionada. . .

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67 - O POÇO E A FONTE
Fonte: Zuuc
Em uma aldeia cercada por montanhas e campos secos, havia um poço antigo e uma fonte clara. O poço, escavado há gerações, servia para aqueles que buscavam água quando o calor castigava a terra. A fonte, por outro lado, brotava de uma nascente, sempre limpa e fresca, mas distante do vilarejo. Muitos moradores passavam horas indo até a fonte, enquanto outros se contentavam em puxar água do poço, que nem sempre estava cheia.

Um jovem chamado Lúcio cresceu aprendendo com o pai a buscar água no poço. Era o que todos faziam; era seguro e conhecido. Mas Lúcio, curioso, sentia algo chamando-o para a fonte distante. Um dia, resolveu caminhar até lá. O caminho era íngreme e cheio de pedras, e muitos diziam que era inútil, que o poço já bastava. Mas ele insistiu, e ao chegar à fonte, sorriu diante da água cristalina que refletia o céu azul.

Lúcio trouxe a água da fonte de volta à aldeia em pequenos cântaros e ofereceu aos vizinhos. Alguns aceitaram, maravilhados com a pureza e o frescor; outros zombaram e disseram:

— Para que arriscar tanto esforço, se temos o poço logo ali?

Ele então explicou, com paciência: — O poço nos serve, mas a fonte nos dá algo mais. Quem busca apenas o conhecido pode sobreviver, mas quem se esforça para ir além, encontra vida em abundância.

Com o tempo, mais aldeões se aventuraram até a fonte. Aprenderam que a água do poço, limitada e escassa, era apenas um começo; a fonte, generosa e constante, simbolizava o conhecimento, a bondade e o amor que só se encontram quando se busca além do óbvio. Cada viagem à fonte fortalecia não apenas o corpo, mas também a mente e o coração.

Lúcio, já velho, sentava-se à sombra de uma árvore próxima à aldeia, observando crianças brincarem e pessoas caminharem até a fonte. Sabia que cada passo até lá era uma escolha: permanecer na rotina confortável do poço ou aventurar-se em direção à fonte, onde a vida se renovava. E sorria, porque quem escolhia a fonte aprendia que a abundância não está apenas no que se recebe, mas também na coragem de buscar.

Lição: O poço nos dá o suficiente para sobreviver, mas a fonte oferece vida plena. Buscar o que está além do conhecido exige esforço, mas recompensa com pureza, abundância e sabedoria. O verdadeiro tesouro está na coragem de ir além do que nos é fácil.

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55 - A ÁRVORE DOS PROBLEMAS
Fonte: Autor desconhecido
Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu da seu carro furou. A serra elétrica quebrou. Cortou o dedo. E ao final do dia, o seu carro não funcionou.

O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa. Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada. Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.

Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.

Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:

— Porque você tocou na planta antes de entrar em casa ???

— Ah! esta é a minha Árvore dos Problemas.

— Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.

— Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta Árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte.

— E você quer saber de uma coisa?

—Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.

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